Longe vão os tempos das férias na praia dos tesos. Ir pela manhã ao cais dos barcos, apanhar a "chata" e remar com o mestre até ao Alfeite, descer junto aos pilares e passar o dia naquele areal que se estende quase até Cacilhas. Junto à seca do bacalhau, os corpos estiravam-se ao sol, o areal pejado de cascas de ostras, mordiam os pés de quem sem cautelas jogava uma peladinha. O rio, mar de taínhas e robalos, merecia um mergulho e o povo, zé teso, mergulhava nas ondas que o velho Sul Expresso fazia quando passava rente aos pilares, sem ponte, que essa já tinha marchado para outros lugares. Hoje vou de férias para Vilamoura mas tenho saudades da velha praia dos tesos.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Estádio do Bravo
Magnífica vista aérea do estádio do Seixal F.C. que segundo parece foi vendido ao Sport Lisboa e Benfica, para utilização da sua equipa B de futebol. Tantas são as memórias que eu tenho deste espaço que relevo esta transacção do clube da minha vida para o clube da minha paixão. Aqui aprendi a jogar futebol, aqui aprendi a jogar basquetebol, aqui passei os dias da minha infância e da minha adolescência. Foi aqui que festejei as grandes vitórias de um pequeno grande clube. Dos regionais à 1ª divisão, eu e o meu grupo de amigos ( o José João "Peyroteu", o zé Pocariça, o Cândido Campia, o Domingos Borruga, o Eduardo Palaio entre outros) percorremos o país atrás da nossa equipa. Éramos a claque, desorganizada, mas sempre presente. Tantas histórias que encerra este estádio, que espero ainda poder vir a contar, aqui ou em livro se para tal a inspiração assim o ditar.
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